segunda-feira, agosto 8, 2022

Equipe do futebol brasileiro processa rede de criptomoedas

Atualmente na série B do campeonato brasileiro, muito por conta das finanças quebradas, o gigante de Minas Gerais, Cruzeiro, viu na onda dos Fan Tokens, uma oportunidade a mais além da compra de uma porcentagem do clube por parte do ídolo Ronaldo Fenômeno, em se reerguer. No entanto, o que parecia sonho se tornou um pesadelo com uma série de problemas com uma rede de criptomoedas que faria os tokens da Raposa.

O Fan Token além de ter o objetivo de ajudar o clube do coração do torcedor, traz benefícios exclusivos e intimistas na relação de torcida e time. Podendo ter maior participação e até poder de decisão dentro do clube, a ação ajudaria o Cruzeiro a trazer a confiança de sua torcida de volta.

Os Mineiros, no entanto, foram contra a maré de clubes que vinham fazendo parcerias com a Socios.com, experiente no mercado de Fan Tokens, assinando com uma corretora de criptoativos nacional, a FAARO. Que ao lado também teria a criptomoeda nacional Lunes, onde também seria lançado o Token do time de Minas, chamado de CRZ.

No entanto, de acordo com clube, várias cláusulas do contrato foram quebradas, sendo elas fundamentais para a continuidade do projeto.

O Cruzeiro também alega que deveria ter recebido das empresas R$ 5 milhões como pagamento no meio de 2021, com mais R$ 1 milhão a ser pago até 15 de dezembro do mesmo ano.

A FAARO e a Lunes foram colocadas pelo time mineiro na justiça, com a pedida de cancelamento imediato do contrato e atuação contra ambas.

Criptomoedas do Cruzeiro é cancelada

O aguardado lançamento pela torcida do Cruzeiro Coin foi adiado pelo clube, que anunciou oficialmente em todas suas redes o desacerto com as empresas até então parceiras.

Um início de pré-venda chegou a acontecer para os torcedores, disponibilizando uma parcela das CRZ. Não se sabe o quanto foi lucrado e se o dinheiro foi devolvido aos devidos compradores.

Apesar do certo fracasso quanto a ideia posta em prática, o Cruzeiro não deve desistir da ideia de fazer sua “criptomoeda“.

O Fan Token vem dando certo para diversos clubes no mundo, existindo inclusive bons exemplos no Brasil de como esse sucesso pode alavancar financeiramente uma equipe.

Pioneiro dos tokens utilitários no Brasil, justamente o maior rival do Cruzeiro, o Atlético Mineiro, é exemplo de venda que deu certo. Em questão de minutos que o $GALO foi posto a venda, o time alvi negro faturou mais de 2 milhões de reais.

Outro gigante brasileiro, o Flamengo, também em minutos viu seus tokens serem vendidos e atingirem a marca de 5 milhões em 12 minutos.

A tentativa do Cruzeiro na justiça deve ser a última passiva antes de tomar uma atitude. Se caso a audição não atenda o pedido feito pelos mineiros, a defesa do Cruzeiro pede que os Fan Tokens sejam negociados apenas pelo próprio clube, sendo suspenso certas cláusulas do contrato com a FAARO e Lunes.

Caso consiga enfim lançar seu Fan Token, o Cruzeiro se junta a Atlético Mineiro, Flamengo, São Paulo, Athletico Paranaense, Santos, Palmeiras, Coritiba, Fluminense e Vasco, no universo visionário que aponta a substituição dos sócios-torcedores.

 

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